Makita vs DeWalt: qual a melhor serra circular para você ?

A escolha entre uma serra circular Makita e uma DeWalt aparece em quase toda conversa de obra ou marcenaria.

As duas marcas têm nome, mas pensam a ferramenta de um jeito diferente, e isso muda como você trabalha com elas.

Ninguém troca de marca só porque uma é um pouco melhor que a outra.

O que pesa é o sistema de baterias que você já tem em casa.

Makita roda na plataforma LXT 18V. DeWalt usa o sistema 20V MAX. Trocou de time, vai ter que comprar baterias e carregadores novos também.

Comparação de especificações técnicas

Colocando os números lado a lado:

Os modelos sem fio mais comparados são o Makita DHS680Z e o DeWalt DCS391B. Entre as versões com fio, aparecem o Makita 5007MG/MGA e o DeWalt DWE575SB.

Modelos sem fio (Cordless)

CaracterísticaMakita DHS680ZDeWalt DCS391B
Tensão18V LXT20V MAX (nominal 18V)
Diâmetro da Lâmina165mm (6-1/2")165mm (6-1/2")
Velocidade sem Carga5.000 RPM5.150 RPM
Capacidade de Corte (90°)57mm55mm
Capacidade de Inclinação0-50°0-50°
Peso (sem bateria)2.7kg3.2kg
Tipo de MotorBrushlessBrushed
Freio ElétricoSimNão especificado
Luz LEDSimNão especificado
Modelos com fio (Corded)
CaracterísticaMakita 5007MG/MGADeWalt DWE575SB
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Motor15 Amp15 Amp
Velocidade5.800 RPM5.200 RPM
Diâmetro da Lâmina184mm (7-1/4")184mm (7-1/4")
Capacidade de Corte (90°)63.5mm65mm
Capacidade de Inclinação0-56°0-57°
Peso4.6kg (MGA)4kg
BaseMagnésioPlaca completa (amigável para guias)
Luz LEDSim (apenas MGA)Não especificado

A Makita tem motor brushless no modelo sem fio e construção em magnésio no modelo com fio.

O modelo DHS680Z é 500 gramas mais leve que o concorrente direto da DeWalt com motor brushed.

A DeWalt corta um pouco mais fundo no modelo com fio (65mm contra 63.5mm). A base completa também chama atenção para quem usa guias de corte.

Desempenho no mundo real

O modelo Makita DHS680Z faz um corte mais suave e com menos arrancamento do material em comparação com o compensado.

Alguns usuários comentaram que, sob carga máxima de corte, o modelo DeWalt DCS391B chegou a parar, enquanto a Makita conseguiu completar a operação.

Os motores de 15 Amp nos modelos com fio de ambas as marcas entregam força necessária para trabalhos pesados.

A Makita 5007MG/MGA atinge 5.800 RPM, e a DeWalt DWE575SB gira a 5.200 RPM.

A ergonomia da ferramenta também influencia bastante a precisão e a visibilidade da linha de corte.

Ergonomia e usabilidade

A principal diferença ergonômica está na orientação da lâmina. A Makita geralmente posiciona a lâmina no lado esquerdo da ferramenta, uma configuração preferida por muitos profissionais destros. Isso proporciona uma visibilidade desobstruída da linha de corte sem a necessidade de se inclinar sobre a serra. A DeWalt utiliza majoritariamente a lâmina no lado direito.

O peso também pesa na escolha. O Makita DHS680Z, com 2.7kg, é mais leve que o DeWalt DCS391B, de 3.2kg. Essa diferença de 500g impacta a fadiga do usuário durante trabalhos prolongados ou em cortes verticais.

Nos modelos com fio, a relação muda. A DeWalt DWE575SB (4kg) é mais leve que a Makita 5007MGA (4.6kg). A Makita justifica o peso extra com sua construção em magnésio e recursos como o freio elétrico e a luz LED.

Os ajustes de profundidade e ângulo merecem cuidado. Profissionais elogiam o acabamento da Makita, mas alguns apontam que os ajustes de profundidade em modelos antigos são duros. Sobre a DeWalt, há reclamações de que a base do modelo DCS391 não desliza bem.

Ecossistema e compatibilidade

Na prática, escolher uma serra circular sem fio é quase como escolher uma plataforma de baterias. A Makita adota o sistema LXT 18V, enquanto a DeWalt aposta no 20V MAX. A tensão nominal de ambas, no fim das contas, fica em 18V. Isso significa que as baterias não são intercambiáveis entre as marcas — um detalhe que pesa na decisão.

A DeWalt vai além e oferece a plataforma FLEXVOLT. Ela opera em 60V e mantém retrocompatibilidade com as ferramentas 20V MAX. Para quem pensa em expandir o ecossistema com mais potência lá na frente, é um diferencial interessante. Se você busca outras opções, confira nossa lista das melhores serras circulares. Sobre presença no varejo, ambas as marcas são fáceis de encontrar. Mas, se você está nos Estados Unidos, a DeWalt costuma marcar mais território por lá.

Custo e valor

A análise de custo-benefício revela diferenças importantes entre as marcas. No Reino Unido, os modelos básicos da DeWalt custam entre £100 e £140, enquanto os da Makita ficam na faixa de £140 a £180, o que coloca a DeWalt como uma opção mais acessível.

O custo total de propriedade vai além do preço inicial. As garantias diferem significativamente: a DeWalt oferece 3 anos de cobertura mediante registro, contra apenas 1 ano da Makita em boa parte dos seus modelos.

Quanto à durabilidade, ambas têm boa reputação. A Makita investe em motores brushless, conhecidos pela maior vida útil e eficiência energética. A DeWalt compensa com uma estrutura mais reforçada, feita para aguentar quedas e impactos em ambientes de trabalho pesado.

Qual escolher?

Com base nas características analisadas, é possível traçar um perfil de usuário para cada marca.

A Makita tende a entregar mais valor se o seu contexto for:

  • Já tem baterias da plataforma LXT 18V.

  • É destro e faz questão da melhor visibilidade da linha de corte que a lâmina do lado esquerdo oferece.

  • Prioriza leveza para não se cansar durante usos mais longos.

  • Trabalha em ambientes com iluminação variável — a luz LED e o soprador de pó integrados fazem diferença ali.

Já a DeWalt costuma ser a parceira ideal para quem:

  • Já investiu na plataforma 20V MAX ou planeja migrar para o ecossistema FLEXVOLT.

  • Tem um orçamento mais controlado e busca o melhor custo-benefício inicial.

  • Considera a garantia estendida de 3 anos um ponto decisivo na escolha.

  • Prefere a sensação e o equilíbrio de uma serra com a lâmina posicionada do lado direito.

  • Usa guias de corte com frequência e quer aproveitar a base de placa completa do modelo DWE575SB.

Problemas comuns e soluções

Quem usa a DeWalt DCS391 comenta sobre a bateria descarregando rápido e a porta de extração de poeira numa posição ruim. Os ajustes também são criticados — tem gente reclamando de uma base que não desliza com facilidade.

Com a Makita, muita gente se confunde entre os modelos 5007MG e 5007MGA. O 5007MG não tem freio elétrico, já o 5007MGA inclui essa função. E comprar o modelo errado é frustrante.

Outro ponto é a garantia mais curta. Dá pra achar comentários em fóruns sobre a serra falhar em ambientes úmidos, mas ninguém sabe dizer se é um defeito que afeta todas as unidades.

Alternativas e concorrentes

A Makita e a DeWalt dividem as prateleiras com outras marcas de peso.

A Milwaukee, por exemplo, mira no profissional que exige desempenho contínuo em serviços pesados. Seus motores brushless POWERSTATE e a garantia de 5 anos mostram isso. Só que essa robustez vem acompanhada de um investimento maior e ferramentas mais parrudas.

Já a Bosch tem seu ponto forte na engenharia de precisão. Para quem trabalha com marcenaria, costuma oferecer um equilíbrio interessante entre qualidade e preço. Se estiver avaliando outras opções, veja nosso review do Bosch GKS 150.

No outro extremo, a Ryobi abraça o público DIY com um custo bem mais em conta. A durabilidade, claro, não acompanha o ritmo de quem usa a ferramenta o dia inteiro, todos os dias.

Recomendações finais

Escolher entre Makita e DeWalt é menos sobre qualidade e mais sobre prioridade. Ambas são excelentes.

Se você valoriza conforto em cortes longos, a leveza da Makita e a lâmina à esquerda fazem diferença. É uma ferramenta que se destaca pela precisão sem cansar. Para uma análise mais aprofundada, confira o review da Makita HS7010.

Se a sua lógica é cobertura e acesso, a garantia estendida da DeWalt e a facilidade de encontrar a marca em qualquer lugar pesam bastante. O custo-benefício inicial é o ponto forte aqui.

Por isso, a trilha mais simples começa na bateria. Olhe para o sistema que já está na sua oficina. A resposta pode estar aí. Depois, veja o que te prende menos: o esforço do dia a dia com a ferramenta na mão ou a tranquilidade de um suporte mais longo caso algo saia do trilho. E, claro, veja o preço e as regras de garantia de hoje, não de seis meses atrás.

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